A Fundação Bienal de São Paulo anunciou hoje, 28, Amanda Carneiro e Raphael Fonseca como curadores-chefes da 37ª Bienal de São Paulo, prevista para 2027.
De malas prontas para Portugal, onde acaba de assumir o cargo de curador de artes visuais da Culturgest, com sedes em Lisboa e no Porto, Fonseca ainda terá mais uma missão em São Paulo, ao lado da colega de longa data. E ele não se despede do Denver Art Museum, nos EUA, mas muda da posição de chefe do departamento para curador at-large [adjunto] de arte moderna e contemporânea latino-americana.
Carneiro, por sua vez, curadora do Masp, assinou diversos projetos da instituição – como as mostras monográficas de Santiago Yahuarcani, Hulda Guzmán e Abdias Nascimento –, foi organizadora artística da 60ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza e agora se prepara para desenvolver o novo projeto curatorial no Pavilhão Ciccillo Matarazzo.
Após as últimas edições, marcadas por estruturas coletivas e curadores-chefes internacionais, a Fundação Bienal destaca o reencontro da instituição com uma curadoria brasileira, para articular debates contemporâneos e circuitos internacionais.
“Estou animada para trabalhar com artistas no desenvolvimento dos projetos, questões e formas de engajamento que darão forma a esta edição, e para colaborar de perto com a equipe da Bienal ao longo de todo o processo”, afirmou Amanda Carneiro no texto divulgado para a imprensa. “Poder trabalhar em um projeto desta escala com Amanda – alguém com quem já colaborei diversas vezes e que, mais do que uma cocuradora, é parte da minha família de afetos – me deixa ainda mais estimulado”, completou Raphael Fonseca.