O quadrinho As Baratas Super Poderosas conta a história de três baratas muito diferentes: Cleo Pernas Longas, Sasha Sensitiva e Ashley Brilhante – que tê, porém, três coisas em comum: são caóticas, nojentas e, sobretudo, revolucionárias. O trabalho de Nina Lins (diretora de arte da celeste) e Thais Suguiyama ganhou uma versão ampliada em lambe-lambe na exposição BARATAS, que abre hoje, 19, na Ponto de Fuga, e investiga a polissemia da palavra “barata” – do inseto que sobrevive às frestas urbanas ao conceito econômico de baixo custo. As artistas utilizam restos industriais e materiais descartáveis para imprimir narrativas gráficas sobre o mundo do trabalho, a burocracia e a precarização. Em cena, as baratas são personagens femininas que subvertem o imaginário corporativo, respondendo à suposta fragilidade com revolta e protagonismo.