Recorte da produção da artista, que no final dos anos 1970 empreende uma investigação do carimbo como meio e linguagem, pode ser vista a partir de sábado, 4/2, no Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em São Paulo. A curadoria de Ricardo Resende reúne decomposições do desenho em linhas, manchas, pinceladas e rabiscos carimbados, resultado do processo desenvolvido por Gross a partir de um estudo da paisagem por meio de fotos e desdobrado em vários conjuntos de desenhos, até as obras finais, síntese do desenho e da racionalização do gesto expressivo. O ato de carimbar, o desenho esmurrado sobre uma folha de papel, também aborda a operação burocrática do aparato estatal na ditadura militar, quando a série foi criada. No mesmo dia, o IAC inaugura o novo café-livraria da Martins Fontes na instituição, onde ocorre o lançamento do cartaz de Carmela Gross para a Gráfica seLecT_ceLesTe.