A Galeria Frente apresenta a primeira individual do artista baiano em São Paulo, propondo uma discussão acerca dos corpos negros, reivindicando a eles seu lugar de protagonismo, não somente na sociedade, mas dentro do próprio meio artístico. Com uma prática decolonial, suas pinturas pretendem romper com o imaginário de violência que foi perpetuado historicamente, e que ainda hoje implica em como esse grupo social é percebido socialmente. Para isso, o artista se vale de um exercício de colocar esses corpos em uma perspectiva de liberdade e cura. Com curadoria de Carollina Lauriano, o artista apresenta uma série de pinturas – em sua grande maioria obras inéditas – que lidam com noções de recriação de imaginários, a partir de uma narrativa que parte das discussões acerca das invisibilizações, usado de uma leitura crítica do colonialismo e seus efeitos, bem como à tentativa de questionamento da sociedade.