Dez obras inéditas em fibra de tururi, produzidas em 2025 por Denilson Baniwa, dão continuidade a pesquisa do artista sobre a presença não indígena na região do Rio Negro e no território amazônico. Frases como “Se Picasso “tivesse conhecido” a cultura marajoara, a história da arte teria sido diferente”; “Antes do pecado, todos bebiam CAXIRI!” ou “FÉ! Fé! Luta! Luta!” aparecem inscritas nas peças apresentadas n’A Gentil Carioca, em sua segunda individual em São Paulo, até 23/5. Ao reinterpretar imagens de tradições e instituições europeias e norte-americanas, assim como arquivos fotográficos, “as obras mostram a construção da subjetividade indígena como um processo constante de negociação e resistência, no qual animais, plantas e forças espirituais ocupam um papel de liderança”, afirma o curador Miguel A. López no texto crítico.