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“Filho de pai índio e mãe negra”, Edival Ramosa, falecido em 2015, é uma figura essencial na produção abstrata geométrica do Brasil, ao lado de renomados artistas como Almir Mavignier, Rubem Valentim e Emanoel Araújo. Reconhecido em exposições brasileiras e internacionais dedicadas à arte contemporânea afro-brasileira nas décadas de 1970 e 1980, sua obra é agora revisitada na coleção moraes-barbosa em Nova Construção Totêmica, com curadoria de André Pitol. A exposição oferece uma nova perspectiva sobre seu trabalho após duas décadas de hiato, destacando sua visão de criar um espaço artístico racializado na arte contemporânea. A mostra apresenta obras desde o início de sua carreira até criações mais recentes, refletindo sua complexa poética abstrato-racial e suas conexões com outros artistas e questões experimentais, além de incluir a estreia no Brasil do filme Processo Político, onde Ramosa atua como um dos protagonistas em meio à luta política em Milão.

Abertura
Nova Construção Totêmica, de Edival Ramosa
23/03/2024
coleção moraes-barbosa, São Paulo
Tags  
andré pitol   Coleção Moraes-Barbosa   edival ramosa   travessa dona paula