O que seria um Museu da Errância? Errância como uma vivência da relação: recusa filiações únicas e propõe o museu como arquipélago – espaço de rupturas, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Contra genealogias rígidas, propõe-se uma memória em trânsito, feita de alianças provisórias, traduções e tremores – um processo institucional movido pelo encontro entre tempos, territórios e linguagens. Ainda que Édouard Glissant tenha deixado fragmentos de sua visão para um museu do século 21, não chegou a concretizá-lo. A curadoria de Ana Roman e Paulo Miyada imagina como poderia ser esse movimento em uma mostra de múltiplas camadas e conexões inesperadas entre obras, documentos e paisagens de 60 artistas. A instituição também inaugura na mesma data as exposições Aqui-lá e Tarik Kiswanson – Limiar, do programa MAM São Paulo encontra Instituto Tomie Ohtake.