Armazéns do Pier Mauá que recebem a ArtRio (Foto: Divulgação)
Postado em 22/09/2016 - 2:56
Boulevard artístico
Sexta edição da ArtRio desfruta de área revitalizada e pulsante da cidade, trazendo novas estratégias
Da redação
Em 2011, a ArtRio surgia na degradada área portuária do Rio de Janeiro. Em cinco edições, a feira internacional de arte testemunhou a desmontagem da Perimetral, o nascimento do Museu de Arte do Rio, as polêmicas que envolveram a construção e o projeto do Museu do Amanhã, a instauração do Circuito da Herança Africana na região do Valongo e a inauguração de uma Praça Mauá renovada. Pioneira na ocupação do Porto Maravilha, instalada no Pier Mauá, diante da Baía de Guanabara, a ArtRio habita hoje o novo coração pulsante da cidade.
A sexta edição acontece de 29/9 a 2/10, na esteira do sucesso das Olimpíadas. Bem posicionada no circuito do recém-inaugurado Boulevard Olímpico, a feira renova neste ano estratégias para atrair o público especializado, entre colecionadores brasileiros e convidados internacionais. Atrativos incluem as 70 galerias que vêm de sete estados brasileiros e seis países (Alemanha, Argentina, Estados Unidos, França, Suíça e Uruguai). Entre elas, 19 fazem seu début nos armazéns do Píer Mauá. Veteranas como a Mezanino (SP) juntam-se a novatas, caso da Galeria Frente (SP), com pouco mais de um ano na ativa. Uma boa surpresa entre as estreantes internacionais é a Gachi Prieto Arte Contemporáneo Latinoamericano, que representa Nino Cais em Buenos Aires e tem um time de jovens artistas de produção consistente. Duas hermanas portenhas na mesma linha que chegam pela primeira vez à feira são a Praxis e a Quimera. A alemã Gallery Am Meer, de Düsseldorf, apresenta trabalhos de vertente experimental inéditos no País. A feira mantém a divisão tradicional entre a seção Panorama, de galerias consolidadas do setor secundário e de arte contemporânea, e Vista, que reúne os espaços de cast mais jovem e voltado à experimentação. Para ficar por dentro, seLecT realiza um preview com alguns destaques que podem ser conferidos ao longo da feira.
GALERIA LUISA STRINA – Marina Saleme é um dos destaques para a feira com a pintura Céu (2015), parte de suas emblemáticas composições. Em fevereiro passado, realizou uma individual na galeria com nova série de trabalhos (Foto: Edouard Fraipont)
GALERIA CAVALO – Jovem galeria carioca selecionou entre seus artistas representados uma série irreverente de desenhos de Álvaro Seixas, com sátiras sobre o mercado da arte (Foto: Cortesia do Artista)
LUCIANA CARAVELLO ARTE CONTEMPORÂNEA – Novo integrante do time, Eduardo Kac fazia parte da Galeria Laura Marsiaj até ser assimilado por Caravello. Esta nova empreitada rende espaço privilegiado ao artista no time da galeria (Foto: Kac Studio)
SIM GALERIA – O paulistano Antonio Malta Campos tem muito a comemorar. Fechou contrato com a SIM Galeria e é um dos artistas integrantes da 32ª Bienal de São Paulo (Foto: Antonio Malta Campos)
GALERIA MEZANINO – Artista multi-instrumentista, Siri é reconhecido por trabalhos em performance e com intenso diálogo com a arte sonora. Agora, sua obra Cocar é um dos highlights da galeria paulistana (Foto: Divulgação)
GALERIA FORTES VILAÇA – Em alta no circuito artístico brasileiro, Erika Verzutti é uma das representadas pela Fortes Vilaça e também apresenta três trabalhos de grande dimensão na 32ª Bienal de São Paulo (Foto: Michael Brzezinski)
ZIPPER GALERIA – A argentina Graciela Sacco é a nova integrante do time da Zipper. Para selar a parceria, a artista brilha no estande da galeria no Pier Mauá (Foto: Divulgação)
OTHER CRITERIA – Galeria americana especializada em múltiplos de grandes nomes da arte contemporânea traz, entre outras obras, o casal Minnie e Mickey de ninguém menos que Damien Hirst, seu próprio fundador (Foto: Damien Hirst & Science Ltd/ Cortesia Other Criteria)
SILVIA CINTRA + BOX 4 – Laercio Redondo apresenta sua série de silkscreens sobre feltro, em novo trabalho que aprofunda diálogo com o modernismo brasileiro (Foto: Laercio Redondo)
GALERIA PORTAS VILASECA – Fotografias ou registros de performances ritualísticas de Ayrson Heráclito fascinam qualquer um. Desta feita, Heráclito é a ponta de lança da galeria carioca (Foto: Ayrson Heráclito)
GALERIA ESTAÇÃO – Xilogravuras de Gilvan Samico, um dos maiores artistas do Nordeste, figuram no estande da galeria dedicada à arte popular. Para esquentar, ele faz parte do time da 32ª Bienal de São Paulo (Foto: João Liberato)
ROBERTO ALBAN GALERIA – Paulo Whitaker já expôs em diversas mostras nacionais e internacionais, além de duas edições da Bienal de São Paulo. Pinturas geométricas, marca de sua produção, são destaques (Foto: Estudio Quatro a Zero)
GALERIA NARA ROESLER – O britânico Isaac Julien recebe mostra individual no MAC Niterói, que acontece paralelamente à feira. Não à toa, o artista é um dos selecionados para integrar o estande da galeria (Foto: Cortesia do Artista/ Galeria Nara Roesler)
GALERIA MARILIA RAZUK – Conhecido por intervenções e trabalhos instalativos, com uma obra marcada pelo caráter experimental, José Bechara ganha destaque no estande da galeria paulistana (Foto: Fabiane Del Neto)
GALERIA MILLAN – Pintor de longa trajetória, fruto da nova geração e reconhecido pelo circuito da arte brasileira, Paulo Pasta é um dos artistas que figuram no time selecionado pela galeria (Foto: Everton Ballardin)
GALERIA VERMELHO – A obra de Lia Chaia, marcada pelo confronto entre natureza e sociedade, além de forte viés político, afirma-se no estande da Vermelho com o trabalho fotográfico 9 Pinturas (Foto: Edouard Fraipont)
MATIAS BROTAS ARTE CONTEMPORÂNEA – Com referências ao caminho do ornamento, aberto por Beatriz Milhazes na arte contemporânea, o trabalho de Lara Felipe é destaque da galeria do Espírito Santo (Foto: Divulgação/ Cortesia Matias Brotas)
RAQUEL ARNAUD – Para representar o acervo de uma das maiores galerias brasileiras foi eleita a artista mineira Iole de Freitas, com produção marcada pela escultura minimalista e intenso diálogo com o espaço (Foto: Divulgação/ Cortesia Raquel Arnaud)
GALERIA MURILO CASTRO – A galeria mineira escolhe como destaque o paulistano Sérvulo Esmeraldo, que apresenta escultura influenciada pelo concretismo e a arte cinética, traço de sua produção pós-1960, quando deixa a gravura e passa a trabalhar com outras linguagens (Foto: Gentil Barreira)