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[Foto: Divulgação]
Postado em 30/01/2023 - 4:39
CLIMA SECO, TERRENO FÉRTIL
Artistas e projetos do Itaú Cultural apresentam vigor cultural do Cerrado

VERBETES

DIVINO SOBRAL
Artista visual, crítico e curador independente. Divino Sobral de Sousa (Goiânia, GO, 1966) inicia sua trajetória artística de forma autodidata, no teatro e no desenho. De atuação com relevância nacional e internacional, transita hoje em diferentes mídias. Seu processo de criação plástico se entrelaça ao processo de pesquisa teórica e curatorial, em projetos que reúnem elementos que vão da sua memória afetiva a mitologias e à história. (…) Prioriza a produção da Região Centro-Oeste do Brasil, tanto contemporânea quanto moderna, em resposta ao regionalismo imposto pelo circuito RJ-SP de arte. Com destaque para Zona de Perigo, também vencedora em 2016 da 5a edição do prêmio CNI Sesi Senai Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. Inspirada no Baixo-centro de Goiânia, região marginalizada na cidade, a exposição traça comentários sobre a violência de regiões metropolitanas no Brasil contemporâneo e os processos de origem.

Divino Sobral [Foto: secullt]

HELENA MEIRELLES
Compositora, cantora e violeira, aprende a tocar viola com seu tio Leôncio e ainda adolescente foge de casa para tocar o instrumento – considerada pelos familiares uma atividade masculina. Durante 30 anos, perde o contato com a família e, nesse período, continua a tocar viola, principalmente polcas, chamamés, fandangos e outros ritmos mato-grossenses, e a participar de festas e bailes em locais do interior de Mato Grosso do Sul, na região do Pantanal. (…) Helena Meirelles expressa em sua obra a atmosfera sonora de seu cotidiano, o som dos pássaros, dos animais e da natureza, a exemplo das composições Xote Bem-te-vi (1996) e O Passo do Tico-Tico (1996). Sua identidade musical é construída com a música sertaneja, os ritmos folclóricos de MS e influências da música paraguaia. Em seus quatro CDs, grava cerca de 35 músicas de sua autoria, todas com solos de viola e repertório musical pantaneiro.

HelenaMeireles [Foto: Mário Luiz Thompon]

PROJETOS

NOVOS NOMES DA FOTOGRAFIA BRASILEIRA – REBECA BENCHOUCHAN
Estimulada à observação do cotidiano e à prática fotográfica desde criança por sua mãe, hoje Rebeca Benchouchan está radicada na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e possui prática em diferentes suportes e equipamentos fotográficos. Em 2016, volta-se por completo para a fotografia analógica, que resulta em grande produção em filme de 35 mm. O estudo de simbologias trazidas de sonhos, intuições e memórias mobiliza seu olhar, além de valores e crenças pessoais ligados diretamente às questões sociais e ambientais. Com destaque para o projeto NOZ, primeira publicação em fotolivro da artista, protagonizada pela paisagem do Cerrado.

Foto: Rebeca Benchouchan]

SONS DO CERRADO – RUMOS MÚSICA (2008)
Selecionado em 2008 para o Programa Rumos Música, o grupo de pesquisa da Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) é formado por sete musicistas e investiga a riqueza dos gêneros populares tocados e cantados do maior bioma do Brasil. O grupo surge a partir da pesquisa de campo de uma das integrantes sobre a Folia de Reis, que, através da reunião de depoimentos e fotografias, mobilizou a investigação de ritmos mantidos pela tradição oral. O repertório reúne desde canções de domínio popular, como Beija-Flor/Corujinha, a músicas brasileiras reconhecidas nacional e internacionalmente, como Caicó – Cantiga, de Heitor Villa-Lobos, Teca Calazans e Milton Nascimento. Hoje, o grupo tem 13 coletâneas que reúnem ampla diversidade de tradições cantadas e musicadas, com gravações nas vozes de seus protagonistas.

[Foto: Cortesia dos artistas]

ITAÚ CULTURAL PLAY – AS HIPERMULHERES (2011)
Um dos filmes de produção indígena mais premiados e conhecidos no Brasil, é um importante registro de um ritual feminino ancestral, considerado o maior da região do Alto Xingu. Numa comunidade dos indígenas Kuikuro, em Mato Grosso, as mulheres reúnem-se para realizar o Jamurikumalu, em resposta ao pedido de uma anciã da comunidade, já doente. Com produção do Vídeo nas Aldeias e direção de Takumã Kuikuro, Carlos Fausto e Leonardo Sette, o filme está disponível gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play e integra a mostra Xingu: Contatos, também curada por Takumã Kuikuro e Guilherme Freitas, em cartaz no Instituto Moreira Salles em São Paulo até abril de 2023.

[Foto: Divulgação]