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Retrato de Rosana Paulino, Diane Lima e Adriana Varejão. Foto: Igor Furtado/ Fundação Bienal de São Paulo
Postado em 14/04/2026 - 4:22
Comigo ninguém pode na Bienal de Veneza
Com expografia assinada por Daniela Thomas, brasileiras desafiam a arquitetura moderna do Pavilhão nacional na Bienal de Veneza

Para apresentar Rosana Paulino e Adriana Varejão como uma composição de voz única na 61ª Bienal de Veneza – a mais importante exposição do sistema de arte global –, a curadora Diane Lima coloca em diálogo trabalhos inéditos em grande escala e obras históricas produzidas ao longo de três décadas pelas duas artistas.

Com expografia assinada por Daniela Thomas, o caráter instalativo da mostra Comigo ninguém pode, que será inaugurada em 9 de maio, está no centro da proposta curatorial divulgada hoje, 14, pela Fundação Bienal de São Paulo. Pinturas, esculturas e desenhos, concebidos em diálogo com a arquitetura, “se distribuem de maneira imprevisível pelo espaço, fazendo do prédio parte ativa do trabalho”, afirma Varejão. 

Ninfa tecendo o casulo, 2008, de Rosana Paulino. Foto: EstudioEmObra
Parede com incisões à la Fontana (Istambul), 2011, de Adriana Varejão. Foto: Vicente de Mello

Além de remeter à planta popularmente conhecida como comigo-ninguém-pode, o título faz referência a série Senhora das plantas, de Rosana Paulino, e às diferentes materialidades da pintura de Varejão, que culminam no elemento botânico. “A mostra reflete sobre as manifestações da fé e da espiritualidade na cultura brasileira, destacando sua estreita relação com a natureza, com as dimensões mais-que-humanas e, sobretudo, na construção de uma complexa imaginação pública”, completa Diane Lima.

Da série Búfala, 2019, de Rosana Paulino. Foto: EstudioEmObra

SERVIÇO
Pavilhão do Brasil na 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza
9/5 a 22/11/2026
Giardini Napoleonici di Castello, Padiglione Brasile, 30122, Veneza