E com a iminência da Documenta 13… Trienal do Palais de Tokyo, em Paris, e Bienal de Berlim deslocam os holofotes para o Velho Mundo

Legenda: Vista da exposição La Triennale: Intense Proximité, no Palais de Tokyo (Foto: André Morin/Divulgação)
Nem bem terminou a trienal do New Museum, em NY, que fazia par com a Bienal do Whitney, que segue em cartaz, começam duas novas exposições periódicas de grande porte na Europa. A Bienal de Berlim chega à sétima edição envolta em polêmicas e com ares de bienal de guerrilha, cheia de Occupy isso e aquilo. Acontece de 27 de abril a 1º de julho e tem curadoria do artista polonês Artur Zmijewski, além de Joanna Warsza e o coletivo de arte Voina como curadores associados. Com uma abordagem supostamente política que está sendo tachada de equívoco grosseiro pelos observadores de plantão, a mostra em Berlim antecede a conterrânea e muito aguardada Documenta de Kassel, que abre dia 09 de junho.
Depois das edições de 2006 e 2009 (La Force de l’Art 01 e 02), que ocorreram na nave do Grand Palais, o Ministério Francês de Cultura e Comunicação transferiu a trienal de arte contemporânea de Paris para o Palais de Tokyo, que passou por reformas e ampliação recentemente. A terceira edição de La Triennale, com direção artística de Okwui Enwezor (curador da Documenta 11 e diretor do Haus der Kunst, em Munique), recebeu o título Intense Proximity e promete investigar o que significa ser ativo como artista trabalhando hoje no contexto de uma cena artística francesa globalizada e diversa.
De acordo com o site da trienal, a terceira edição se inspira no trabalho de grandes nomes franceses da etnografia de início e meados do século 20, como Claude Lévi-Strauss, Marcel Mauss, Michel Leiris, e Marcel Griaule, para empreender uma viagem de exploração dos pontos de convergência e distanciamento entre a arte e a etnografia, em uma renovação de fascínio e estranhamento. “Fundamentalmente, o objetivo do projeto é mudar da idéia de espaço nacional, como um local físico constituído, para um espaço de fronteira que assume constantemente novas morfologias e novos modelos de categorização (local, nacional, transnacional, geo-políticos, desnacional, puro, contaminado etc.)”, informa o texto de apresentação.
http://vimeo.com/41091298
Ainda de acordo com a declaração no site, o título Proximidade Intensa “aponta para os atritos e as tensões heterogêneas que colocam todas as atividades humanas em movimento. Ele também questiona como as origens de um indivíduo, a educação intelectual ou o caminho de vida têm um impacto sobre sua situação no contexto maior de uma sociedade em que as linhas de fratura são cada vez menos exploradas. Ele também pergunta como La Triennale pode ser constituída dentro dos debates que atualmente animam a sociedade francesa, situada sobre o pano de fundo de uma globalização repleta de esperanças e medos, assim como da sombra ameaçadora do isolacionismo cultural”.
Confira a lista de participantes (organizada, no site da Triennale, de acordo com as datas de nascimento dos artistas – influência da trienal geracional de Nova York?):
1869 – Marc Allegret & André Gide
1898 – Marcel Griaule
1902 – Wifredo Lam – Pierre Verger
1903 – Walker Evans
1908 – Claude Lévi-Strauss
1917 – Jean Rouch
1918 – Carol Rama
1921 – Ivan Kožarić
1926 – Geta Brătescu
1928 – Öyvind Fahlström
1934 – Lorraine O’Grady
1938 – Ahmed Bouanani – Daniel Buren
1942 – Georges Adéagbo – Werner Herzog – Antoni Muntadas
1943 – Eugenio Dittborn – Annette Messager – David Hammons
1944 – Lothar Baumgarten – Haim Steinbach – El Anatsui
1945 – Ewa Partum – Rainer Werner Fassbinder
1948 – Adrian Piper
1950 – Chantal Akerman
1952 – Miklos Onucsan – Trinh T. Minh-ha
1953 – Carrie Mae Weems – Teresa Tyszkiewicz – Terry Adkins
1954 – Thomas Struth – Anne Lacaton & Jean-Philippe Vassal
1955 – Jean-Luc Moulène
1956 – Alfredo Jaar
1957 – Thomas Hirschhorn
1958 – Jochen Lempert
1960 – Peter Friedl – Isaac Julien
1961 – Meshac Gaba – Dan Perjovschi – Rirkrit Tiravanija
1962 – Huma Bhabha – Rosângela Rennó – Ariella Azoulay – Luc Delahaye – Guy Tillim
1963 – Claude Closky – Ali Essafi
1965 – Alejandra Riera & Andreas Maria Fohr – Monica Bonvicini – Ellen Gallagher
1966 – Walid Sadek
1967 – Barthélémy Toguo
1968 – Ivan Boccara – Minouk Lim – Chris Ofili
1969 – Jason Dodge – Joana Hadjithomas & Khalil Joreige
1970 – Marcia Kure
1971 – Adel Abdessemed – Yto Barrada – Joost Conijn – Jewyo Rhii
1972 – Selma & Sofiane Ouissi – Seulgi Lee – Wangechi Mutu
1973 – Eric Baudelaire – Emmanuelle Lainé – NaoKo TakaHashi – David Maljkovic
1974 – Isabelle Cornaro – Clemens von Wedemeyer – Victor Man – Batoul S’Himi – Marie Voignier – Aneta Grzeszykowska
1975 – Hiwa K – Hassan Khan – Lili Reynaud-Dewar – Desire Machine Collective – Younes Rahmoun – Bouchra Khalili – Nicholas Hlobo
1976 – Köken Ergun – Bojan Fajfric
1977 – Basim Magdy – Mathieu Kleyebe Abonnenc – Anca Benera & Arnold Estefan – Konrad Smolenski – Haroon Mirza
1978 – Ziad Antar – Carolina Caycedo – Camille Henrot
1979 – Nina Canell
1980 – Tarek Atoui – Dominic Lang
1981 – Louise Hervé & Chloé Maillet – Karthik Pandian – Aurelien Porte
1982 – Ekta Mittal & Yashaswini Raghunandan
1983 – Bertille Bak
1984 – Adam Pendleton
1985 – Neil Beloufa – Dominique Hurth
1986 – Mihut Boscu
2008 – Centre for Visual Introspection