Vistas em conjunto, as telas de Cirlete Knupp promovem ora um plano sequência ora um travelling por marcas do tempo que emprestam características únicas aos elementos retratados. Encontramos no rebatimento da série de árvores com o conjunto de retratos um diálogo de temporalidades retiradas do instantâneo do olhar e fixadas numa perenidade de pintura: nos meandros dos rostos, a artista carioca lê histórias que também deduz dos veios dos galhos, troncos e raízes. Neste livro da artista, a narrativa curatorial, marca da coleção Primeiro Capítulo, envereda por essa associação das duas séries apresentadas em duplas de páginas que evidenciam a busca comum pela atribuição de individualidade a todo ser vivente. A pesquisa de Cirlete Knupp, que, desde o ingresso na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro em 2025, adquire uma inflexão contemporânea, anuncia novos percursos cada vez mais autorais pela particularidade de todas as coisas.