Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada
Carolina Maria de Jesus, Ática, 2020
Narradas em forma de diário, as agruras e as centelhas poéticas da vida de uma catadora de papel, moradora da Favela do Canindé, em São Paulo, nos anos 1950.
Perder a Mãe: Uma Jornada pela Rota Atlântica da Escravidão
Saidiya Hartman, Bazar do Tempo, 2021
Referência dos estudos afrodiaspóricos, a historiadora narra, a partir de sua própria história familiar, a jornada dos heróis anônimos que tombaram na rota afro-atlântica da escravidão.
Águas de Homens Pretos: Imaginário, Cisma e Cotidiano Ancestral (São Paulo, séculos 19 ao 21)
Allan da Rosa, Veneta, 2021
O som e a fúria das águas – oceânicas, de (des)abastecimento, de esgoto –, em todo seu manancial simbólico, embalam, afogam e regeneram uma pesquisa acadêmica escrita em primeira pessoa.
Os Anos
Annie Ernaux, Fósforo, 2022
O livro propõe-se uma autobiografia impessoal, cujo narrador é um sujeito coletivo e indeterminado, deslocando o gênero para o campo da sociologia.
Pertencimento: Uma Cultura do Lugar
bell hooks, Elefante, 2022
Em livro de ensaios, autora reivindica o legado de artesãs e agricultores negros do passado e do presente para vislumbrar um futuro de reconexão com a terra e valores ancestrais.
Manifesto Sobre Nunca Desistir
Bernardine Evaristo, Companhia das Letras, 2022
Um livro de memórias. Um relato sobre a própria trajetória de exclusão nos campos da literatura e da vida. Um manifesto pela diversidade e a inclusão no meio artístico.
Um Apartamento em Urano: Crônicas da Travessia
Paul B. Preciado, Zahar, 2020
Ao longo de 2010 a 2018, o autor compartilhou com os leitores do jornal francês Libération seu processo de transição de gênero, em textos de 5 mil caracteres, aqui reunidos.
Não Vão Nos Matar Agora
Jota Mombaça, Cobogó, 2021.
Artista assume a palavra como ferramenta de crítica, combate e resistência para afirmar que de um corpo estilhaçado nascem razões para perseverar.
Digo e Tenho Dito
Anna Maria Maiolino, Paulo Miyada e Paloma Durante, Ubu, 2022
A poesia, considerada pela artista Anna Maria Maiolino como alicerce e “centelha divina” do ato criativo – ou puro pensar –, é compartilhada neste livro.
Teoria King Kong
Virginie Despentes, N-1 Edições, 2016
Dedicado a todas as mulheres que não se enquadram, Despentes defende um novo feminismo ao detalhar no vício, do defeito e no feitiço como ser uma King Kong girl.
A Água É Uma Máquina do Tempo
Aline Motta, Fósforo, 2022
Um álbum de retratos. Ideais soltas para um filme. Memórias esparsas. Livro reúne imagens, textos e arquivos para tentar recontar algumas das muitas histórias mal contadas acerca da experiência escravagista no Brasil.
Só Garotos
Patti Smith, Companhia das Letras, 2010
Memórias afetivas da poeta e roqueira Patti Smith, dedicado ao grande amor Robert Mapplethorpe, nos picos e subsolos da Nova York dos anos 1960.
A Última Filha
Fatima Daas, Bazar do Tempo, 2022
Primeiro romance da quarta filha de uma família argelina e muçulmana praticante, que busca “escrever histórias para evitar a sua própria”.
O Parque das Irmãs Magníficas
Camila Sosa Villada, Editora Planeta, 2022
Relatos da chegada da autora à cidade de Córdoba, na Argentina, revelam os amores e os horrores de ser travesti.
Entre o Mundo e Eu
Ta-Nehisi Coates, Editora Objetiva, 2015
Livro combina narrativa pessoal, história e reportagem. O jornalista lembra sua infância e escreve sobre a mãe que ensina o filho a sobreviver em um mundo racista.
Contos de Kolimá
Varlam Chalámov, Editora 34, 2021
Divididas em 6 volumes, as 2 mil páginas escritas sobre os traumas da guerra e das prisões na antiga União Soviética compõem um documento fundamental da literatura de testemunho do século 20.
Sonhei com o Anjo da Guarda o Resto da Noite
Ricardo Aleixo, Todavia, 2022
Ritmadas pelas andanças na rua e as trocas com sua família, as páginas acompanham as intimidades e ancestralidades do autor.
Na Minha Pele
Lázaro Ramos, Editora Objetiva, 2017
Parece uma autobiografia, mas não é. Ainda assim, o ator e diretor compartilha experiências de afetividade e discriminação e convoca o leitor a exercer empatia racial.
Diário da Cadeia
Eduardo Cunha (pseudônimo), Editora Record, 2017
O diário da estada do político brasileiro na prisão, em Curitiba, é um jogo entre o ficcional e o histórico. Tão contraditório quanto a personagem e a política nacional.
Viagem ao Redor do Meu Quarto
Xavier de Maistre, Antofágica, 2023
Escrito em 1794, na França, o livro do escritor francês reafirma, em 42 capítulos curtos, marcados por devaneios ansiosos, o direito à preguiça.
Putafeminista
Monique Prada, Veneta, 2018
Para a autora ativista, prostituição e feminismo andam lado a lado em defesa do direito de todas as mulheres libertarem suas sexualidades.
Tudo o Que Eu Sei Sobre o Amor
Dolly Alderton, Intrínseca, 2022
Nada. O livro é um relato sincero da autora, que detalha relações – amorosas ou não – vividas durante a infância, a adolescência e a idade adulta.
Caderno de Memórias Coloniais
Isabela Figueiredo, Todavia, 2018
Em devastador ajuste de contas perante a herança colonial, autora devassa rastros do racismo português em Moçambique.
Uma Dor Perfeita
Ricardo Lísias, Alfaguara, 2022
No leito, durante a pandemia de Covid-19, autor narra a vulnerabilidade de si e o caos vivido nos corredores dos hospitais.